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Logística Mas falta de contêineres pode prejudicar saída por Paranaguá Nova estrela, algodão vai ao exterior de 'primeira classe' Marli Lima De Curitiba |
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A mais nova estrela das exportações brasileiras viaja de primeira classe. Ao contrário da soja, que segue para o exterior em navios graneleiros, o algodão é embarcado em contêineres cuidadosamente preenchidos com 124 fardos de 200 quilos cada. Os embarques já começaram e, até dezembro, 18 mil contêineres repletos de plumas devem deixar os portos brasileiros, 165% mais que em 2003. A expectativa do gerente comercial da empresa Terminal de
Contêineres de Paranaguá ( E aí surge mais uma diferença entre a soja e o algodão. Os brasileiros sempre percebem quando é iniciada a colheita do primeiro. Seja pelos grãos e pelo farelo que os caminhões deixam pelas rodovias e portos ou pela chegada de grandes navios graneleiros ao país. Com o algodão, que deverá bater recorde de produção e exportação este ano, o cenário é outro. Não há plumas voando nem caroços rolando pelas estradas do país. Depois de colhido, o produto é levado a usinas de beneficiamento, de onde sai prensado. Antes é retirada uma amostra para análise. Com o resultado, dela é feita uma etiqueta para ser colocada em cada um dos fardos. "É como se fosse um CPF", compara o presidente da Associação Mato-Grossense de Produtores de Algodão, João Luiz Pessa. Seguindo padrões internacionais, na etiqueta há dados sobre origem e qualidade da pluma. No Mato Grosso, de onde deverá sair 45% da safra, há oito laboratórios especializados na classificação. Tanto cuidado na embalagem deve-se à preocupação com qualidade e preço. E Pessa faz nova comparação com a soja. Segundo ele, o custo do plantio do grão por hectare é de US$ 350 e a produtividade média é de 55 sacas de 60 quilos por hectare. O preço histórico da saca é US$ 10, o que gera receitas de US$ 550. Diminuindo o custo, a sobra é de US$ 200 por hectare. No algodão, diz, o custo do plantio para a mesma área é de US$ 1,3 mil, para uma colheita de 1,5 tonelada por hectare. Com o quilo da pluma a US 1,20, o retorno é de US$ 1,8 mil por hectare. Na última linha da conta, a sobra é de US$ 500. Muitos poderiam perguntar, então, por que tantos agricultores continuam a apostar na soja. "O mercado de algodão é muito sensível, e para a soja há interessados no mundo inteiro", explicou o presidente da associação. Embora reste muito a ser colhido, a preparação para o escoamento começou há meses. Em fevereiro, Pessa visitou a direção do porto de Paranaguá e informou que havia a expectativa de alta de 150% nos embarques. "É o porto que tradicionalmente exporta a maior parte da produção e, se for eficiente, tem chances de continuar sendo o principal ponto de saída". Mas nem todos são tão otimistas. John Kirkup, gerente
comercial do
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Fonte: Jornal O Valor