|
Açúcar e álcool Há projetos para a construção de 11 unidades no Estado Usinas planejam investir R$ 720 milhões em Goiás Mônica Scaramuzzo De São Paulo |
|
Sem tradição em açúcar e álcool, Goiás reúne esforços para se tornar a nova rota do setor sucroalcooleiro no Centro-Oeste do país. Onze projetos para a construção de usinas de açúcar e álcool, com investimentos totais calculados em R$ 720 milhões em dois anos, podem mudar o perfil do Estado - com tradição em grãos e pecuária - e abrir oportunidades para o Estado também no exterior. As terras mais baratas que nas tradicionais regiões canavieiras do país, a logística que permite o escoamento da produção para os portos de Santos (SP) e Vitória (ES), além dos benefícios fiscais concedidos pelo Estado, têm atraído tradicionais empresários paulistas e do Nordeste para Goiás, já cotado no setor, com certo exagero, como novo "eldorado do álcool", posto ocupado atualmente por Ribeirão Preto (SP). "Há um movimento do setor privado para migrar parte da produção para Goiás. O Estado tem um porto seco e uma boa localização geográfica", afirma Sérgio Duarte, gerente de atração e promoção da Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás. Para o novo "eldorado do álcool" sair do papel, será preciso pesados investimentos na expansão da área plantada para cana e no aumento da capacidade de produção das atuais dez usinas instaladas no Estado. A produção de cana do Estado é de 13,5 milhões de toneladas, volume pequeno se comparado com os 220 milhões de toneladas colhidos em São Paulo - o maior Estado produtor do país e que detém a maior produção de cana-de-açúcar do mundo. Mas o Estado de Goiás poderá brigar pela vice-liderança em oferta de cana no país se conseguir dobrar a produção da matéria-prima nos próximos dois anos. A área plantada no Estado ocupa 200 mil hectares, mas pode avançar sobre os 5 milhões de hectares ocupados atualmente com pastagens. "O Estado tem tudo para se tornar a nova fronteira para
cana", diz Igor Montenegro, presidente do Sindicato da Indústria de
Fabricação de Álcool e Açúcar do Estado de Goiás (Sifaeg). Os preços da
terra, de acordo com Montenegro, são atraentes. O preço médio das terras no
Estado estava em torno de R$ 11,7 mil por hectare entre janeiro e fevereiro
deste ano, enquanto em São Paulo, no mesmo primeiro bimestre, o preço médio
estava em R$ 22,7 mil/ha, conforme levantamento da
Três dos onze projetos estão programados para sair do papel ainda neste ano. Segundo Duarte, as 11 usinas planejadas devem ser instaladas em 11 municípios diferentes. Pelo menos um dos investidores - o grupo
O grupo
|
Fonte: Jornal o Valor