Russos decidem retomar a compra
de carnes do Brasil
A Rússia decidiu ontem retomar importações
de carne do Brasil, abando com o
embargo de 13 s. Pelo
acordo firmado em Mosii, apenas permanecerão suspenas exportações da carne do Mato osso, porque o Estado faz divisa
m o Pará, onde foi registrado oca- de febre aftosa.
Agora só aArgenia mantém o mercado
fechado paas carnes brasileiras.
A retomada comércio com a Rússia
foi comucada ao ministro da
Agricultura, berto Rodrigues, no início damaiã de ontem pelo secretário de odução e Comercialização, Linii daCostalima,
que está cheflana missão enviada a Moscou.
A restrição imposta à exportação carne
do Mato Grosso se deve ao ordo sanitário de 2002, que abriu iieitado russo para a carne bovina asileira. Por este acordo, sempre e surgir um caso
de aftosa no Braos Estados vizinhos ao foco da ença ficam
proibidos de exportar
para aquele país
por um período de até um ano.A
medida vai atingir seis frigoríficos
matogrossenses, habilitados pelo governo russo. “No entanto, a nossa expectativa
é de que consigamos liberar esse Estado rapidamente, antes do prazo de
doze meses”, disse Roberto Rodrigues.
O Mato Grosso foi responsável por4,9% das exportações brasileiras de carne bovina paraaRússia no ano passado, quando foram vendidas 83,4 mil toneladas, ou US$ 100 milhões.Tocantins, que também faz divisa com o Pará, não tem estabelecimentos credenciados pela
Rússia paraexportarcarne.
A missão também discutiu em
Moscou a possibilidade de o Brasil permitir a importação de trigo da Rússia.
Rodrigues negou a relação entre as duas
negociações, mas admitiu que o mercado brasileiro poderá ser aberto
ao trigo da Rússia a partir de 2005.
“Hoje, nós temos um superávit comercial
muito grande com a Rússia
e uma das formas de reduzir isso
é a importação de trigo. Mas a Rússia não tem excedentes de
trigo para exportar para o Brasil este ano”, afirmou. Fontes do próprio governo afirmam, contudo, que a
possivel abertura ao trigo russo
serviu como moeda de troca na
negociaçãoparaofimdoembargo. OMinisténo da Agricultura está
fazendo a análise de risco
do cereal.
No caso da Argentina, que
proibiu as importações de carne brasileira na semana passada, ainda não há acordo, apesar de todas as informações sobre
o foco de febre aftosa já terem sido prestadas. O
diretor do Departamento de Defesa Animal do ministério da Agricultura, Jorge Caetano Júnior, levou as explicações ao Comitê Veterinário
Permanente do Mercosul, que se reuniu por dois dias
Fonte da Senasa, órgão resp vel pela fiscalização sanitária n genlina, disseque a atitude cIo 1 de prestar novas informa çõe considerada positiva pelo gov Mas o Senasa ainda precisa an mais detalhadamente
as info ções. A fonte disse que não
háj para a reabertura.
A postura adotada pela Arg na preocupa
o governo brasi Na opinião de uma autoridad volvida com o problema, ‘nã nenhum
motivo técnico” quejlJ que a manutenção
do embar carnes brasileiras. Nem
mesir países europeus, que costumal bastante rigorosos com a quali dos alimentos que importam, a tem restringir a entrada das c do BrasiL Depois de manter cc tos com autoridades da União 1 péia, o Itamaraty
enviou um cc nicado ao Ministério da Agricu afirmando que “a União Eurc
não cogita adotar nenhuma medida em relação à importaç carne do
Brasil”. (Colaboraram AAR e Paulo Braga, de BuernosAires)
Fonte: Jornal o Valor.